sexta-feira, 8 de maio de 2015

Serpentes - O Mal Encarnado

Nenhum outro animal gera tanto medo e fascínio ao ser humano quanto as serpentes. Nas mais diversas mitologias, do oriente ao ocidente, das tribos mais antigas às mais recentes da história da humanidade, cobras são demonizadas e divinizadas.
São incontáveis as histórias que relacionam deuses e serpentes, talvez porque os seres humanos sempre mantiveram por elas um certo temor e respeito, assim como aos deuses.
Para a esmagadora maioria das pessoas, a cobra é o animal mais amedrontador do Planeta, o próprio mal encarnado. Salvo algumas exceções, a maioria dos mitos referente às serpentes a associam com algo maléfico.
O simples fato de olhar a imagem acima, deixa muitos de cabelos em pé. Não é a toa, pois a cobra é o animal mais mortífero do mundo, o que mais ameaça o ser humano, pelo menos aparentemente. Sabe-se hoje que os mosquitos são muito mais letais e perigosos aos seres humanos do que as cobras, mas nossos ancestrais não sabiam disto.
Nosso medo das cobras está diretamente ligado aos tempos em que pertencíamos aos grupos de hominídeos que viviam nas árvores. Os primatas - macacos, lêmures, símios e humanos - temem instintivamente as cobras desde muito cedo, desde a infância, reconhecendo nelas a ameaça iminente. 
Nossos ancestrais que viveram na África não tinham grandes predadores quando estavam nas árvores, porém tinham, muito próximo, um animal silencioso, de ataque rápido, mordida dolorosa e veneno altamente letal. O ancestral primata do ser humano, desceu da árvore, tornou-se ereto e um animal pensante altamente complexo , mas trouxe consigo a herança de milênios de convívio turbulento e atribulado com as serpentes. 
No post sobre o "Jardim do Éden" foi abordado o tema do lugar supostamente perfeito, que seria realmente  perfeito se não houvesse uma serpente capaz de tirar a paz. Certo é que as cobras sempre fizeram parte de nossos piores pesadelos e é de se imaginar o medo constante que os hominídeos tinham daquelas que partilhavam com eles as árvores das savanas e que, ao contrário dos pássaros e insetos, podiam ser confundidas com galhos e não eram nada amistosas. Talvez, na mente de nossos ancestrais primatas, as víboras eram más por excelência, pois ao contrário de outros animais que eles observavam, elas não se alimentavam de todos que picavam, e mesmo assim os matavam.
A mente humana não consegue facilmente desassociar algo que durante séculos de evolução foi criado para nossa proteção. O medo faz parte de um mecanismo de defesa, onde o enfrentamento pode significar a própria morte e manter a sobrevivência é mais importante.
Uma vez que o Homem criou a Deus como o símbolo de  proteção, o venerou primordialmente como o  Sol que todos os dias iluminava a Terra e trazia à tona tudo que era possível enxergar. Quanto às sombras, estavam repletas de cobras malévolas, de visão noturna, astutas, que não faziam barulho e atacavam no primeiro sinal de movimento e matavam, elas então se tornaram a representação do mal, muito mais concreta e corpórea do que o sol que não podia ser tocado.
A serpente demoníaca vivia na árvore, enganou o Homem  atrás do fruto apetitoso. Deu o bote e tirou a vida de Adão e Eva, expulsou-os do Paraíso. São seres que nunca mais terão nossa confiança e serão para sempre nossas inimigas.







2 comentários:

  1. Bom dia Hugo
    Adorei a postagem assim como as outras. Concordo que há medo quanto a espécie mas peguei-me pensando sobre os símbolos como dos médicos ou ligados a medicina fazendo um paralelo com a cura ou renascimento, mas não no sentido metafísico mas sim como renovador. Acho que até transmutar...o que repele é a sua forma física porém um caminhar sedutor ai sim paralelo com a mente humana que nos sabota muitas vezes...em fim...muito bom!

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  2. Ao falar de serpentes deveria ser esclarecido tudo e para isso só abordando a TEORIA SERPENTINA, que é um ensinamento esotérico

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